O que é filantropia?

Filantropia vem das expressões gregas philos (amor) e anthropos (ser-humano). Assim, podemos dizer que filantropia é o amor à humanidade. Na sua origem, a filantropia traz o desejo de ajudarmos, individual ou coletivamente, ao próximo.

 

 

Segundo historiadores, o termo foi criado pelo imperador romano Claudio Juliano (10 a.c a 54 d.c), responsável por restaurar o paganismo como a religião dos romanos. Por isso, resolveu imitar a igreja cristã, criando o termo filantropia para concorrer com a caridade da igreja católica.

Mas, com o passar do tempo, os dois termos foram se diferenciando. Porém, tal diferença não se deu apenas pelos aspectos religiosos, mas, também, por aspectos culturais que foram definindo o que era caridade e o que era filantropia.

Filantropia X Caridade

A filantropia está diretamente ligada ao carinho e generosidade pelo próximo. Seu sentido vem da necessidade de encarar e enfrentar problemas, principalmente, sociais e ambientais. Com tudo isso, mostrando e fazendo ações que minimizem estes problemas. A filantropia é diretamente ligada à transformação social através das doações.

 

Por isso, é importante ter em mente que a filantropia tem como base as ações que empresas, ONGs ou instituições realizam perante as doações recebidas. Não é só receber a doação, mas, também, fazer com que ela tenha utilidade e seja usada da melhor maneira possível.

 No caso da caridade, é o simples beneficiar o próximo ou os mais pobres. A palavra caridade nasceu das instituições católicas de misericórdia que atuavam, na maioria das vezes, no setor médico-hospitalar. Por isso, estão vinculadas às ações que procuram melhorar de forma paliativa as condições adversas de quem precisa de refeições, roupas, um lar e outras coisas.

Filantropia e caridade são ligadas a atos de generosidade. Mas a filantropia tem como viés a transformação social e a mobilização contínua das doações para desenvolver um ambiente.

 

E, no Brasil, há filantropia?

Segundo o Brasil Giving 2020, pesquisa realizada pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), em parceria com o CAF(Chairits Aids Foundation), as coisas melhoraram no ano da pandemia. A pesquisa aponta que 78% dos brasileiros realizaram, pelo menos, uma atividade beneficente no último ano. Além disso, 67% deles realizaram doações em dinheiro.

A pesquisa também aborda que as causas mais impactadas são:

  1. Religiosas: 49%
  2. Apoio a crianças ou jovens: 39%
  3. Combate à pobreza: 30%

Além disso, a pesquisa mostrou que o valor médio doado aumentou. Em 2018, eram doados, em média, R$532,00. Porém, na última pesquisa, o valor subiu para R$632,00. Isso mostra que o brasileiro se sente mais preocupado com os problemas sociais, mas confiante nas ONGs e instituições filantrópicas nacionais.

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Os brasileiros também acham que as empresas têm um papel importante nas comunidades. Assim, 86% concordam que elas devem apoiá-las, enquanto 83% acreditam que as empresas internacionais devem apoiar as comunidades em que atuam. Por isso, fica claro que o brasileiro apoia e quer a filantropia dentro do país.

Porém, a filantropia brasileira movimenta pouco dinheiro. Enquanto, nos EUA, corresponde a 2% do PIB, aqui nos trópicos ela equivale a somente 0,2%.

Estados Unidos e a cultura de doar

Na terra do Tio Sam, a filantropia é algo enraizado na cultura nacional. Segundo matéria da Revista Exame:

As doações feitas pelos americanos para entidades assistenciais, incluindo igrejas, somaram mais de 420 bilhões de dólares em 2018 (último dado disponível), segundo o relatório Giving USA, que monitora o setor anualmente. O montante equivale a cerca de 2% do PIB americano.” 

Mas, nos Estados Unidos, as leis colaboram com o aumento das doações. Por exemplo: as empresas ou cidadãos que doam seus recursos podem ter até 60% de isenção em seus impostos, fazendo com que até os menos bondosos ajudem ao próximo.

Além disso, em 2016, o empresário Warren Buffet se uniu ao instituto Giving Pledge,  fundado por Bill Gates e Melinda Gates, doando 83% de sua fortuna. Sendo assim, o instituto conta com diversos bilionários do mundo inteiro, que se comprometeram a doar mais de metade de seus recursos para a filantropia.

 

Contudo, não são só os bilionários que fazem doações nos EUA. Segundo pesquisas, os americanos doaram US$373 bilhões em 2015. Assim, as doações de indivíduos correspondem a 70% do total do montante. 

Outro dado interessante, que mostra o quanto a filantropia é “habitual” para o americano, é  que cada família doa, em média, US$3.000,00 por ano. Além disso, os dados apontam que as fundações doam cerca de US$268 bilhões, além dos US$18 bilhões das empresas.

Filantropia e o terceiro setor

Grande parte das doações vão para ONGs e instituições religiosas. No entanto, a filantropia ainda é vista com certo receio pelo brasileiro. Neste sentido, muitos ainda desconfiam das organizações, imaginando que o dinheiro pode não estar indo para o estado.

 

No nosso post sobre ONGs, abordamos que, segundo pesquisa do IDIS, de 2016, 40% dos entrevistados não sabiam se uma ONG ia fazer o prometido com o dinheiro doado. Além disso, 47% acreditavam que o dinheiro não iria ajudar alguém que realmente necessitasse da doação.

Para saber mais, leia o  artigo: O que é uma ONG?

Por isso, nós, da Gerando Falcões, realizamos, todo ano, uma auditoria feita pela KPMG. Assim, mostramos para onde vai todo o recurso que captamos, além de nossas ações sociais.

 No nosso site, você pode conferir todos os dados da auditoria, além dos dados das nossas campanhas.

 

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