O que é, qual a importância da justiça social?

Antes de mais nada, justiça social na Era Moderna é basicamente a busca por uma sociedade igualitária. Apesar da oficialização da data ter sido realizada na Assembleia das Nações Unidas de 2007, a discussão começou muito antes, na Europa do século XIX. 

Foi quando o Velho Continente atingiu o domínio global que questões como democracia, direitos humanos e nacionalismo começaram a ser debatidas como centrais. Além disso, tivemos algumas revoluções, como a de 1848, conhecida como a Primavera dos Povos.

Importância da justiça social na garantia de direitos básicos

Tais acontecimentos geraram um anseio pela garantia de direitos básicos, como educação, saúde, trabalho, acesso à Justiça, entre outros. Portanto, estamos falando de um mundo que começava a olhar para as desigualdades sociais.

A justiça social hoje

Porém tal anseio veio antes do século XX e das 3 Revoluções Industriais. O crescimento global desenfreado e a criação da indústria, tecnologia, além do avanço das ciências, fazem com que esses debates sejam jogados para debaixo do tapete. Assim, a poeira da justiça social ficou cada vez maior e difícil de limpar.

Veja: 8 livros e filmes incríveis para entender a desigualdade social

Nos dias de hoje, a justiça social enfrenta, além dos desafios já pontuados, o crescimento da desigualdade social. Nesse ponto, temos como último golpe a Terceira Revolução Industrial e a globalização.

A justiça social hoje

A primeira trouxe para a sociedade os mesmos desafios das outras revoluções, intensificados pela globalização. Isso porque, com a Revolução Industrial da Era Digital, tivemos perda de empregos, empoderamento das startups, além da redução do número de pessoas nas empresas.

A redução no quadro de funcionários trouxe um “mercado paralelo” advindo das startups, o qual ajudou a potencializar a precarização do trabalho, parecido com o que ocorreu com os call centers, que ganharam força após a segunda revolução. 

Justiça social x justiça civil

Eu sei, você está se perguntando: mas e a justiça civil? E a estátua vendada?

A justiça social é diferente da justiça civil. Enquanto a civil é amparada pela imparcialidade pura e neutra, baseando suas decisões em aparatos legais, a justiça social procura analisar a conjuntura de cada disputa, procurando as melhores ações.

Uma basicamente trata sobre igualdade, já a outra prega equidade. Entretanto, nenhuma das duas pode viver sozinha.

Justiça social é diferente da justiça civil

A equidade

Falando em equidade…

A justiça social nos nossos tempos é fundamental para garantir a difusão e proliferação de uma palavra: EQUIDADE. 

A equidade é um termo que veio da Grécia Antiga. Sua principal função é que todos estejam em condições iguais na sua vida: mas isso não é igualdade?

Calma, vou explicar melhor. 

Igualdade é quando há duas barras de chocolate e duas crianças recebem uma barra cada. Já a equidade é quando uma dessas crianças fica com as duas barras porque ela passa fome, enquanto a outra comeu chocolate na Páscoa até dizer chega.

Saiba mais sobre equidade no nosso blog.

O estado de bem-estar social

É quando a equidade volta à pauta, na virada do século XX, que temos a volta da reflexão sobre o bem-estar social. Ele sempre esteve lá, mas, nas Revoluções Industriais, a economia virou o carro-chefe para ditar as ordens para o que seria uma sociedade com igualdade de deveres e direitos.

Como promover a justiça social?

Porém, com os efeitos da globalização, pensar em um Estado em que, independentemente de fatores econômicos, todo indivíduo tenha direitos básicos iguais voltou à tona. Assim sendo, a visão é que, apesar dos recursos, é justo que a pessoa tenha os seus direitos básicos garantidos pela sociedade.  

Como promover a justiça social?

A promoção da justiça social depende da junção entre governos e instituições da sociedade civil, incluindo o terceiro setor, para que todos os povos tenham o básico para sobreviver.

Para exemplificar como o Estado traz justiça social, temos duas políticas públicas: o salário-mínimo e as cotas raciais.

Em primeiro lugar, uma lei que ninguém discute. O salário-mínimo traz justiça social quando assegura que, independentemente da sua função, o trabalhador receba o que o Estado considera o básico para a sua sobrevivência em sociedade. Podemos contestar os limites desse “básico”, mas não que ele é dado pelo governo.

salário mínimo traz justiça social

Em segundo lugar, colocamos algo mais polêmico. As cotas raciais vieram com o objetivo de trazer mais negros para dentro das universidades. Um lado acha sem discussões perante a história dos negros no Brasil. Um outro considera absurdo a cor da pele dar vantagens para ingressar no ensino superior. Porém o que não podemos discutir é que temos uma questão de justiça social.

A Gerando Falcões e o terceiro setor na justiça social

Outro ponto fundamental para trazer justiça social são as instituições do terceiro setor. O empreendedorismo social trouxe um novo olhar para que as ONGs possam chegar aos rincões onde o Estado não chega.

A Gerando Falcões e o terceiro setor na justiça social

Na Gerando Falcões, cada projeto é pensado não só para que a justiça social seja cumprida dando o básico para o morador da ponta. Temos a convicção de que podemos, e vamos, dar o direito de ele ter “além”.

E por sonhar com o infinito e além, como o personagem Buzz da Disney/Pixar, que nasceu nossa campanha Favela X.

Para finalizar: o que é o básico para você?

Confira também: Favela 3D

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